Wish / Desejo

​Há pessoas que vão trabalhar para a televisão porque gostariam de ser artistas. Há as que vão trabalhar para agências de viagens porque gostariam muito de viajar mais. E poderíamos correr assim as várias profissões.

Ora gostos não se discutem, já falamos sobre isto, mas explicam-se. 

Ontem fui ao banco e após ser atendida, em vez das formalidades habituais como “bom fim-de-semana” ou “boa tarde”, dada a altura do ano em que nos encontramos, acrescentou-se o “bom ano!”. Não dou qualquer importância a esta festividade mas resolvi enriquecer o meu cumprimento com um “muita saúde sempre, é o que mais precisamos”. E achando eu que terminava ali a interação com a bancária, fui surpreendida com o seguinte discurso:

– Tenho uma teoria, sabe! Muito dinheiro é o que precisamos porque com dinheiro podemos comprar o que queremos e se adoecermos podemos pagar o tratamento. 

Olhei para ela perplexa e perguntei:

– E no caso de uma doença incurável? 

A perplexidade passou repentinamente para a minha interlocutora. 

Há pessoas que vão trabalhar para a televisão porque gostariam de ser artistas. Há as que vão trabalhar para agências de viagens porque gostariam muito de viajar mais. Há as que trabalham em bancos porque gostariam de ter mais dinheiro. E há certamente uma que se vai arrepender de não ter tirado o curso de medicina!!!

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Being busy / Estar ocupado

Esta manhã, enquanto trocava mensagens  via WhatsApp com uma amiga que vive em Inglaterra, fui parar a este blog, mais precisamente a este texto: 

http://www.onbeing.org/blog/the-disease-of-being-busy/7023

E chego a sentir-me envergonhada por sermos seres tão inteligentes e deixarmos que a forma como gerimos o nosso dia-a-dia seja tão estúpida!

Espreitem e, se não estiverem muito ocupados, pensemos sobre esta doença que nos afeta a todos! 

É certo e sabido que devemos aproveitar o tempo, mas vivê-lo a correr é tudo menos aproveitá-lo. 

Pare! Pense! Repita! 

Foto: unplash