How to organize my time / Como organizar o meu tempo

Cansado (a) de estar sempre atrasado apesar de correr constantemente atrás do tempo? Então já temos um ponto em comum! 
Eu passo a vida a correr! Os treinos são diários, mas a meta parece cada vez mais inatingível. Cansada sobretudo de correr tanto e chegar tão pouco longe, decidi voltar a rever o meu dia-a-dia… ao pormenor! E cheguei à conclusão que o rigor é imperativo, muito mais que a pressa, caso contrário voltamos sempre ao mesmo ponto. 

Eis sete sugestões a ter em conta quando se trata de organizar o nosso dia-a-dia:

@1 Agenda / Agenda

Primeiro de tudo, se não tivermos uma agenda, é altura certa para tratar disso! No meu caso, não vivo sem uma agenda ( ou duas ou três… ). Listar o que temos para cumprir ajuda-nos a visualizar melhor e, por consequência, a ter uma ideia mais real do que nos espera. 

@2 No more silly schedule! /  Horários estapafúrdios nunca mais!

Reformular a agenda diária com base em horários regulares, pelo menos para acordar e desligar ao fim do dia, é o primeiro passo! ( Se não tiver agenda é o segundo!). A rotina, nem que seja a do sono, é um grande passo para uma cabeça saudável e, por consequência, uma vida mais tranquila.

@3 Fiction and reality / Ficção e realidade 

Manter os pés na terra é outra atitude fundamental! Uma coisa é o que gostaríamos de completar todos os dias, outra é a nossa capacidade! Não esquecer que o Superman ou a Wonderwoman só existem na ficção. 

@4 Losting time / Perder tempo

Contabilizar o tempo pode ser uma tarefa aborrecida e até cansativa, já que temos de rever o dia passo a passo, mas é fundamental. É fácil perdermo-nos nos segundos dos minutos das horas das vontades… Se estipularmos determinado tempo para cada tarefa isso ajudar-nos-á a tomar as rédeas em vez de ser o tempo a empurrar-nos dia a fora. O que não fizermos hoje, fazemos amanhã é certo, mas amanhã já tem as tarefas que lhe foram estipuladas… Atenção também à vontade: uma coisa é o que nos apeteceria fazer, outra é o que tem de ser feito!

@5 No flexibility / Falta de flexibilidade 

A flexibilidade é necessária. Entende-se por flexibilidade a capacidade de readaptar a agenda daquelas vinte e quatro horas a qualquer momento em que o estipulado a priori seja, contra as nossas possibilidades, alterado. A única alteração que tem de ser evitada é a nossa! 

@6 Pause / Pausas

Incluir na agenda horários de pausa nas várias fases do dia é cruci! Esses momentos têm obrigatoriedade de existir. Se não somos personagens de ficção, também não somos máquinas. 

@7 Be patient/ Seja paciente

Se devagar se vai ao longe, em correria não se chega a lado nenhum. Numa primeira fase é provavel andarmos às voltas com a agenda e as tarefas e que sintamos vontade de não organizar coisa alguma. Sejamos paciente! 

A organização anda de mãos dadas com a realização pessoal. Para quem não está habituado, assim à primeira vista, pode parecer uma tarefa desnecessaria, mas se tirarmos um bocadinho para organizar o nosso tempo agora e usar do rigor para cumprir o planeado, aniquilamos as correrias vãs dos próximos dias. Garanto!

Foto: unplash

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Regressing / Andar para trás

​A semana passada foi a semana em que Rebentou a Bolha! Não me estou a referir apenas à aplicação do César Mourão que atingiu o primeiro lugar em Portugal dos descarregamentos da Apple no seu segundo dia de existência! 

Estou a referir -me ao resultado das eleições dos Estados Unidos. Foi eleito presidente Donald Trump. Muito se especulou, muito se revelou, muito mais se teme! 

Por Portugal, assisitiu-se à rendição do homem mais procurado de Portugal. As opiniões dividem-se quanto a este último. Poucos acreditam na sua inocência, muitos outros nem por isso!

O mundo já de si paupérrimo, dados os seus males serem hoje em dia muito maiores que os seus bens, e desenganem-se os que me estão a ver como negativa, ficou ainda mais pobre ao perder um artista que queria dançar “to the end of love.” 

Aquilo que veio a ser é o que virá a ser; e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo debaixo do sol.”

 Escreveu o Rei Salomão.

A semana passada serviu uma vez mais para acentuar o quão pequenos esquecemos que somos! Os heróis da ficção dispõem de poderes sem limites. Nós, seres reais, somos surreais na crença que depositamos no nosso ultra limitativo poder. Repetimo-nos ao longo dos séculos. E será que repetir é avançar?  Uns riem, outros cantam, outros roubam, matam, mentem… Cada um puxa a corda para o lado que lhe faz sentido. Só é pena esses esforços não se concentrarem no mesmo fim. 

Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.” 

Palavras do sábio Rei Salomão 

Não digo que todos deveriam só rir ou só roubar ou só cantar ou só matar ou só mentir. Digo que todos deveriam unir-se numa mesma mentalidade e avançar para o bem de todos. Neste momento, para além de não avançarmos, não é tanto o permanecer no mesmo sítio que me aflige, mas sim o andar francamente para trás! 

Foto: unplash

Get a life / Tenham vida

​A vasta maioria das pessoas não trabalha em dias feriados ou fins-de-semana, a não ser os serviços permanentes como hospitais, bombas de gasolina, restaurantes, museus, centro comerciais… 

No meu ramo os dias feriados existem consoante o projecto. Na realidade, a nossa vida laboral resume-se a dias de trabalho e dias de folga. Não são as datas que prevalecem, mas sim o trabalho que tem de ser feito. Se tivermos trabalho num domingo, pois o domingo será um dia de trabalho. Se as tarefas se prolongarem por vários dias e semanas, só existirão dias de trabalho. E isto leva a uma grande flexibilidade da parte do trabalhador, flexibilidade de horário de trabalho em detrimento de todos os outros interesses pessoais, quando os há! 

E aqui surge uma questão: quem nasceu primeiro? O trabalho que tem de ser feito em muito curtos prazos de tempo ou o trabalhador desenfreado que aceita este desequilíbrio?

Temos uma tendência natural a acomodar-nos pelas mais variadíssimas razões: pura preguiça de pensar, por medo de sermos rejeitados, pela insegurança de não voltar a arranjar emprego rapidamente ou por baixa auto-estima. Qualquer um destes sentimentos ( e seguramente outros mais) conduzem-nos a aceitar dias de trabalho de horas sem fim. Ainda hoje vi um anúncio que descrevia a empresa e o seu excelente ambiente, as respetivas funções dos cargos em que precisam de reforçar a equipa e imediatamente antes da conclusão de incentivo à candidatura mencionavam que teríamos de estar dispostos a trabalhar das 8am às 8pm dias de semana, fim-de-semana e feriados. 

Ora isto leva -me a crer que as empresas e os seus astutos recrutadores procuram em nós outros requisitos que não os literários ou profissionais. Enquanto formos desequilibrados, as empresas não pagarão os nossos conhecimentos, continuarão a pagar o nosso comodismo estúpido! 

Está na hora de muitos arranjarem uma vida! 

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