5 Good reasons to work in a national Holiday / 5 Boas razões para trabalhar ao feriado 

​A maioria das pessoas fica alegre quando há um feriado que se avizinha. Aquele dia parece a salvação de todos os males!  Estas pessoas ficam com um sorriso de orelha a orelha porque têm o feriado nas agendas! Mas esta era uma reação apenas de quem tinha a possibilidade de viver o feriado fora do local de trabalho. 

Entretanto, há uma pequena porção da população que trabalha nestes dias. Eu faço parte dessa porção. E, apesar de constar na minoria que, a priori, não fica assim tão contente, encontrei cinco razões para jubilar de alegria junto com todos aqueles que, por exemplo, amanhã, vão ficar a dormir! Daí usar o verbo ser na sua versão imperfeita “era”. Ora pensem  comigo: 

#1 All together / Todos juntos

Os feriados são autênticos domingos. E aos domingos as famílias aproveitam para passar tempo juntas em restaurantes, centros comerciais, cinemas, parques, caminhadas, enfim, em todo o lado em que possam relaxar. Nos feriados é exatamente o mesmo. Onde quer que nos possamos deslocar, deslocam-se também centenas de famílias! Melhor será noutra altura com menos gente. E isso leva-nos imediamente para o ponto seguinte! 

#2 No Traffic / Sem trânsito 

Se formos dos poucos a ir trabalhar então somos isso mesmo: poucos. O trânsito não existirá ou melhor existirá de forma saudável. Parece um sonho, não é? Mas não é! É um feriado! 

#3 Shorter days / Dias curtos

Os dias parecem andar mais devagar, mas têm tendência para  acabar mais depressa. Este paradoxo deve-se ao facto de quem está a trabalhar ter pena de si próprio e aliviar os horários de saída. Isto se as responsabilidades do dia o permitirem! 

#4 Constant pace of life / Ritmo de vida constante 

O feriado a meio da semana quebra definitivamente o ritmo. É mais violento por vezes do que não ter um dia de pausa a meio da semana. A menos que sejamos pessoas organizadas e a maioria não o é. Assim, em vez de acumularmos tudo num só dia, como por exemplo descanso, lazer e pequenas tarefas que nos preenchem a agenda, por não termos feriado não contamos com esse dia e a semana decorre de forma regular, o que é muito positivo! 

#5 Holiday? / Férias?

Havemos de desfrutar deste dia numa altura mais propícia e, quem sabe, talvez possamos juntar a outros dias de folga e formar umas mini-férias! Esta é uma excelente razão! 

E que tal? Ainda vão querer feriar?!?! 

Imagem: unplash

Weather / Meteorologia

Numa manhã desta semana em que saí bem cedo da minha tão querida casa, lugar onde sou muito feliz, deparei-me com um céu de cores quentes. A vontade de ficar no meu casulo era, como sempre, mais do que muita e este cenário não me ajudava a seguir o rumo do dever de ir trabalhar. Se não vejam:

No meu percurso matinal, ainda na marginal, deslumbrei um nascer do sol tão tímido quanto grandioso! Não pude tirar foto para o comprovar, mas acreditem! Parecia que esta estrela central iria brilhar em todo o seu esplendor o resto do dia. 

Cheguei ao escritório e comecei a trabalhar. Entreguei -me ao ritmo deste mundo laboral e esqueci por momentos o meu mundo. Num cenário de luz artificial onde o tempo se mede às tarefas, nas quais os minutos e as horas são eternamente insuficientes, decido fazer uma pausa. Convencida de que iria pintar as cores frias e tristes deste escritório com as do dia que vi nascer, apressei-me até à varanda com a mais ampla vista. Como quem retoma a leitura de um livro na página onde tinha ficado anteriormente, procurei os tons quentes daquela manhã imortalizados não só na foto, mas em mim. Mas qual não é o meu espanto quando me deparei com este céu:

Como se as cores cinzentas, mas em nada neutras, daquele espaço tivessem tingido toda a cidade! Como se de repente o que eu sentia no alto das paredes daquele prédio cosmopolita, na localização e nas mentes de quem lá trabalha diariamente, tivesse transbordado para além de mim! Fiquei incrédula! 

Voltei a casa ao entardecer e voltei a viver as cores quentes daquela manhã.Percebi que ali, na minha casa, o sol tinha brilhado o dia inteiro. A crer que, em vez de ser eu a adaptar -me à meteorologia, a meteorologia tivesse sido influenciada pelos meus sentidos. 

Uma vez mais concluí que não há sítio melhor do que a nossa casa! 

Chaos / Caos 

​Desconfio que conduzir na faixa da esquerda advém de um síndrome de inferioridade particular… Da mesma maneira que muitos compram roupas de marca para ostentarem a carteira que não têm e exibirem a vida que gostavam de ter, outros conduzem na faixa da esquerda enquanto sonham com o carro que não podem comprar ou a velocidade que não atingem. 
Não conseguindo encontrar outra explicação, em vez de especular, tive a oportunidade de questionar diretamente um ou dois dos muitos protagonistas desta tendência que não se limita a uma única estação do ano, mas sim a todas.

– Porque conduzes tu na faixa da esquerda a velocidades de faixa direita?

–  Dá-me mais jeito!

Este foi o argumento comum. E ainda que tenham tentado fundamentar com outros argumentos que apelam ao coração só deles, a meu ver, o individualismo não cabe na quebra de uma regra que orienta todos! 

 É verdade que os protagonistas não se resumem apenas a um ou dois, são muitos mais. Também é verdade que generalizar é só fácil, mas não real. Mas uma coisa é certa:  apesar de existirem codigos, regras, orientações, cada um faz efectivamente como lhe dá jeito, não só na estrada, mas em tudo. Não admira que ninguém se entenda.

Roadtrip 3 Day 2 / Passeio de carro 3 Dia 2

​Durante a semana não há margem para a preguiça, mas ao fim de semana a história é outra!

Esta manhã acordámos tarde. O dia recebeu-nos com uma temperatura agradavelmente fresca comparativamente ao dia de ontem. A manhã já estava a meio e a preguiça continuava esplendorosa na sua inteireza!  Apesar de iniciarmos o regresso a casa pouco antes da hora de almoco, a pressa de chegar era nula. A prova foi optarmos pelo caminho mais longo. 

Não sei por vocês, mas há um paradoxo em mim no que toca ao descanso da mente. Em vez de ficar sossegada a fim de descansar a cabeça, prefiro, por exemplo, andar de carro e apreciar a paisagem, cruzar pequenas localidades, caminhos, casas. Alimento assim a mente de tantas outras realidades que consigo desligar verdadeiramente da minha. 

Roadtrip 3 Day 1 / Passeio de carro 3 Dia 1

Mais do que um passeio de carro, desta vez mais parecia uma fuga! Acordámos, tomamos um duche e metemos duas, três peças de roupa numa pequena mala de viagem. Telemóveis no silêncio e os sentidos virados para o descanso, abraçamos o dia de sábado com o entusiasmo de dois adolescentes. E a derradeira pergunta: Para onde vamos? Desta vez apeteceu-nos ir para sul. 

O que faz parte do dia-a-dia de uns serve de passeio para outros. Atravessámos a ponte sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril. Já a sul, mas não suficiente, oferecemo-nos a prazeirosa travessia de ferry pelo rio Sado. Com o sol na pele e cabelos ao vento, o descanso estava perto! 

O meu trabalho ligou-me, o dele também. Atendemos, mas estavamos longe e comprometidos para poder fazer mais do que isso: atender o telefone. 
“Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”, o tanas! Deixe para amanhã tudo o que querem que faça hoje, principalmente se for o seu dia de folga! A menos que seja realmente urgente, como por exemplo salvar uma vida. E ainda assim, nenhum de nós é formado em medicina…

Getting home / Chegar a casa

Eu gosto muito de chocolate! Mesmo muito! Seja em tablete, em mousse, em bolos ou bolachas, eu gosto muito de chocolate. E o chocolate tem muitos benefícios. Ainda assim, não como nem todos os dias nem a toda a hora. O mesmo acontece com a escrita. 

Eu gosto muito de escrever! Mesmo muito! Seja em papel, no tablet ou no computador, eu gosto muito de escrever. E a escrita é benéfica para o cérebro, a imaginação, etc. Ainda assim, não escrevo a toda a hora. Não só porque nao tenho essa possibilidade, mas porque não aguentaria estar horas a fio a escrever. O mesmo acontece com o trabalho.
Eu gosto do que faço! Mesmo muito! Seja a  planificação, a ida para o terreno ou o fecho do projeto, eu gosto do que faço. E trabalhar é uma actividade benéfica em todos os aspectos: pessoais, sociais e económicos. Ainda assim, canso-me quando passo 10, 12, 15 horas por dia a trabalhar. O enjoo substitui o gosto e tarefas leves e fáceis tornam-se chumbos acorrentados aos tornozelos! 
Sabe bem chegar a casa a tempo de assistir ao pôr-do-sol, de jantar em família e de conversar, ler,  escrever… ou comer chocolate!