Autumn / Outono

Mudam-se os tempos, mudam-se as plantações! 

É com novas sementes e grande entusiasmo que acolhemos o Outono na horta. Para além do verde dos legumes para as estações que se avizinham, o nosso pequeno terreno de cultivo vai ganhar muito mais cores. Semeámos quatro variedades de flores! Flores essas que, apesar de gostarem de sol, vingam em temperaturas menos quentes. 

Mudam-se os tempos, mudam-se as sementes, mas há uma coisa que não muda: “que não há nada melhor do que o homem alegrar-se com o seu trabalho.” Palavras do rei Salomão. 

Semeio assim também em mim o gosto e a alegria pelo trabalho na terra. 

Foot trip / Passeio a pé

​Fez ontem uma semana que regressei da minha roadtrip 2 relatada diariamente neste blog. E é escusado dizer que já estou pronta para fazer a terceira! 

Como a grande maioria das pessoas sonho com viagens de todo o tipo: viagens cá dentro, viagens a países vizinhos e parecidos com o nosso e viagens a países longínquos e exóticos em todas as suas vertentes, enfim… Como a grande maioria das pessoas sonho em viajar!

Mas não sendo a vontade a única rainha do castelo, adio o sonho por preencher o presente com pequenos recantos encantados. Assim, enquanto não saio nem de mochila, nem de carro,nem comboio ou avião, saio a pé. Saio para caminhadas aqui no coração do meu bairro que, modéstia à parte, tem cara de postal!  Mas como sou suspeita, deixo-vos as fotos do cenário anfitrião dos meus passeios a pé. Digam da vossa justiça. 

É comum procurarmos longe o que, por vezes, temos muito perto! 

Por AnaGui
Por AnaGui
Por AnaGui
Por AnaGui
Por AnaGui
Por AnaGui

Roadtrip 2 Day 4 / Viagem de carro 2 Dia 4 

​Chegámos cedo demais a Óbidos em relação ao próximo grande evento ( Festival de Literatura), mas chegámos em pleno Poiartes,  mostra de Artesanato, de Gastronomia e mostra Agrícola, Comercial e Industrial de Vila Nova Poiares.

Apreciamos de perto o artesanato, não ligámos à parte comercial e industrial mas detivemo-nos pela mostra agrícola. O contato direto com a agricultura biológica que estamos a desenvolver com a nossa pequena horta abriu-nos os horizontes para esse campo. 

Quanto à mostra gastronómica temos o privilégio de a degustar em casa. Pois é! O que me poderia levar a Vila Nova de Poiares a não ser as minhas raízes? 
As manhãs são tranquilas, permitem começar o dia sem velocidades. As tardes são longas,  permitem que as conversas se prolonguem. E as noites são repousantes, permitem que a cabeça descanse. Ainda que fosse a localidade menos interessante, aos meus olhos terá sempre a maior das importâncias. E como tal, sempre que a necessidade de repor energias se impõe é aqui que retorno, nem que seja um dia.  

Enfim, palavras para quê?

Roadtrip 2 Day 3 / Passeio de carro 2 Dia 3 

​Porque “o homem não vive só de pão” e descanso, aproveitámos o dia nebuloso para alimentar a mente. 

Em estilo de estágio para o FOLIO*, resolvemos deambular pelas alegres ruas de Óbidos. Vimos muitas lojas de ginjinha, sorrimos ao artesanato e folheámos histórias antigas e conhecidas e outras novas e nunca lidas. Por mim, deixava-me perder pelos personagens ficcionados de mundos inventados, arrumados em livros espalhados pelas ruas e prateleiras de livrarias e bibliotecas… 

Óbidos, seja qual for a altura do ano, é muito hospitaleira. Não procura ser o que não é. Apresenta na sua simplicidade a grandeza de uma charmosa e antiga localidade onde a história deixou o seu marco. Fez história no passado e continua a fazer hoje. De uma ginja, criou-se uma aperitivo ou degustativo muito procurado. De uma antiga igreja tornou-se uma livraria. De uma antiga aldeia deu-se vida a um atual centro cultural.

Acordamos com o sol escondido por um manto de nuvens que parecia que não iria desarredar pé! Parecia um dia de inverno instalado num mês de Verão. 

De corpo e mente descansados resolvemos ir passear. Sem nos apercebermos o sol resplandeceu e aqueceu o resto do dia! 

*Gostava de vos poder falar do FOLIO na primeira pessoa, mas não sei se será este o ano em que terei oportunidade de o fazer. 

Roadtrip 2 Day 2 / Viagem de carro 2 Dia 2

​Dizem que parar é morrer, mas depende muito do contexto! 

Não há uma única pessoa que negue a satisfação de tomar uma refeição calmamente, de apreciar uma ida à janela em gesto de pausa, de ler ou conversar sem se apressar, de saborear um café curto como se não houvesse depois… 

Estes são todos pequenos grandes prazeres que a literal pressa do dia-a-dia nos proíbe. Quais prisioneiros condenamos-nos sem dó nem piedade a falsas prioridades fingindo crer que a vida é mesmo assim! 

Dizem que parar é morrer, mas no meu caso, parar significa viver!

Neste segundo dia de roadtrip decidimos ficar onde já estávamos. 

Roadtrip 2 Day 1 / Viagem de carro 2 Dia 1 


​Após duas semanas de longas horas laborais que tornaram os dias quase intermináveis, resolvemos parar o ritmo frenético e doentio que o trabalho nos obriga e tirar tempo para nós. 

Fizemos-nos novamente à estrada, sem planeamento, sem horas, sem rumo, com o objectivo único de descansar. 

Contrariando o mundo que vive sem espera, seguimos por estradas secundárias, as que levam o dobro do tempo a chegar seja onde for. Mas que importância isso tinha já que guiávamos sem planeamento, sem horas, sem rumo, com a única pressa de ir. 

E fomos. Passámos por localidades tão desertas que à quinta-feira parece já ser domingo! Casas e mais casas, mas nem uma única alma! E assim seguimos o mar costa prata acima. A paisagem é insaciante. Quanto mais descobrimos, mais queremos ver! Quilómetros e quilómetros de praias onde reina o vento triando naturalmente os seus frequentadores. Continuo a acreditar fortemente que toda esta beleza natural, todo este brilho que nos vicia a vista sem a desgastar, teve de ser projetado e não surgido do nada. 

Sem planeamento, sem horas, sem rumo, mas com a certeza da vontade, descobrimos que todos os caminhos vão dar onde, mesmo sem saber, queremos ir. 

Restart / Recomeço


​Sempre gostei de folhas em branco! As folhas em branco eram milhentas possibilidades de novos desenhos na idade dos rabiscos! Mais tarde, na altura das letras, as folhas em branco ganharam  linhas e representavam milhentas possibilidades de novas histórias. 

Ao longo dos anos, as folhas em branco com linhas tomaram outras figuras: uma nova caneta, uma nova agenda, um novo ano, uma nova perspectiva… Enfim, algo novo representava a possibilidade de recomeçar. Iniciar novamente fosse o que fosse e fazer de uma melhor maneira impulsiomava-me sempre a já frequente motivação.

Hoje, nada mudou quanto a esta minha característica. Ou melhor, mudou sim! Aprendi a aproveitar continuamente todas as oportunidades para recomeçar: um novo projeto, um novo penteado, um novo bloco de notas, uma nova caneta, um qualquer primeiro dia. Procuro, com a mesma motivação de outrora, ser sempre melhor do que mim própria com cada vez mais certeza de que a perfeição não existe. Esta  amadurecida constatação eleva-me à alegria de querer sempre recomeçar do melhor que consegui ser e fazer!

Pois então, bem vindo mês de Setembro!