Um domingo na horta

Hoje, apesar de ser domingo, a velocidade a que o vento sopra, levou o Jorge ao seu mais recente espaço preferido: a horta.

As plantações requerem calor e muito pouco vento. Ora, esta semana, o Inverno fez inversão de marcha e decidiu invadir a Primavera. É provável que algumas sementes fiquem pelo caminho…

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Foto por Ana Guilherme Martins

Enquanto esta vaga de frio não passa, numa tentativa de aconchego ao trabalho já desenvolvido, apanham-se as últimas favas.

Que o tempo das saladas chegue e que as possamos confeccionar com produtos caseiros. Será muito bom sinal!

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Foto por Ana Guilherme Martins
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Jorge’s farmville

Na era em que a prontidão é a prata e o tempo o ouro moderno, há quem reme contra a maré. Ou melhor, há quem não se deixe levar pelo falso brilho da correria geral. Há quem tenha encontrado um lugar onde o desfrute da simplicidade e atividade de um passado não muito longínquo permita recuperar o equilíbrio do ritmo. 

Apresento-vos a horta do Jorge! No intuito de aliviar o stress, que a pressão do dia-a-dia nos impõe e do qual nos apercebemos cada vez mais, o meu marido decidiu dedicar-se à agricultura. É numa pequena horta em frente à nossa casa que o tempo vai tendo outro sabor. Tomates, courgettes, pepinos, alfaces, cebolas e favas são alguns dos alimentos que vamos poder ver crescer em breve. 

Requer-lhe trabalho físico nem sempre leve, mas de facto compensador.  Ainda que possa planear minimamente as tarefas, as condições climatéricas criam-lhe as prioridades diárias. Não adianta que programe exaustivamente. É sempre necessário que avalie o momento. Cada passo na sua devida etapa. Ao contrário da aceleração da vida da vasta maioria da população, na horta não se corre. Na horta observa-se o céu e a terra. É o segredo do sucesso. Na horta respeita-se o tempo no seu próprio ritmo, acompanha-se os minutos, as horas e os dias. 

Enquanto uns correm, outros meditam! Enquanto uns escrevem, outros cultivam!