Being busy / Estar ocupado

Esta manhã, enquanto trocava mensagens  via WhatsApp com uma amiga que vive em Inglaterra, fui parar a este blog, mais precisamente a este texto: 

http://www.onbeing.org/blog/the-disease-of-being-busy/7023

E chego a sentir-me envergonhada por sermos seres tão inteligentes e deixarmos que a forma como gerimos o nosso dia-a-dia seja tão estúpida!

Espreitem e, se não estiverem muito ocupados, pensemos sobre esta doença que nos afeta a todos! 

É certo e sabido que devemos aproveitar o tempo, mas vivê-lo a correr é tudo menos aproveitá-lo. 

Pare! Pense! Repita! 

Foto: unplash

How to organize my time / Como organizar o meu tempo

Cansado (a) de estar sempre atrasado apesar de correr constantemente atrás do tempo? Então já temos um ponto em comum! 
Eu passo a vida a correr! Os treinos são diários, mas a meta parece cada vez mais inatingível. Cansada sobretudo de correr tanto e chegar tão pouco longe, decidi voltar a rever o meu dia-a-dia… ao pormenor! E cheguei à conclusão que o rigor é imperativo, muito mais que a pressa, caso contrário voltamos sempre ao mesmo ponto. 

Eis sete sugestões a ter em conta quando se trata de organizar o nosso dia-a-dia:

@1 Agenda / Agenda

Primeiro de tudo, se não tivermos uma agenda, é altura certa para tratar disso! No meu caso, não vivo sem uma agenda ( ou duas ou três… ). Listar o que temos para cumprir ajuda-nos a visualizar melhor e, por consequência, a ter uma ideia mais real do que nos espera. 

@2 No more silly schedule! /  Horários estapafúrdios nunca mais!

Reformular a agenda diária com base em horários regulares, pelo menos para acordar e desligar ao fim do dia, é o primeiro passo! ( Se não tiver agenda é o segundo!). A rotina, nem que seja a do sono, é um grande passo para uma cabeça saudável e, por consequência, uma vida mais tranquila.

@3 Fiction and reality / Ficção e realidade 

Manter os pés na terra é outra atitude fundamental! Uma coisa é o que gostaríamos de completar todos os dias, outra é a nossa capacidade! Não esquecer que o Superman ou a Wonderwoman só existem na ficção. 

@4 Losting time / Perder tempo

Contabilizar o tempo pode ser uma tarefa aborrecida e até cansativa, já que temos de rever o dia passo a passo, mas é fundamental. É fácil perdermo-nos nos segundos dos minutos das horas das vontades… Se estipularmos determinado tempo para cada tarefa isso ajudar-nos-á a tomar as rédeas em vez de ser o tempo a empurrar-nos dia a fora. O que não fizermos hoje, fazemos amanhã é certo, mas amanhã já tem as tarefas que lhe foram estipuladas… Atenção também à vontade: uma coisa é o que nos apeteceria fazer, outra é o que tem de ser feito!

@5 No flexibility / Falta de flexibilidade 

A flexibilidade é necessária. Entende-se por flexibilidade a capacidade de readaptar a agenda daquelas vinte e quatro horas a qualquer momento em que o estipulado a priori seja, contra as nossas possibilidades, alterado. A única alteração que tem de ser evitada é a nossa! 

@6 Pause / Pausas

Incluir na agenda horários de pausa nas várias fases do dia é cruci! Esses momentos têm obrigatoriedade de existir. Se não somos personagens de ficção, também não somos máquinas. 

@7 Be patient/ Seja paciente

Se devagar se vai ao longe, em correria não se chega a lado nenhum. Numa primeira fase é provavel andarmos às voltas com a agenda e as tarefas e que sintamos vontade de não organizar coisa alguma. Sejamos paciente! 

A organização anda de mãos dadas com a realização pessoal. Para quem não está habituado, assim à primeira vista, pode parecer uma tarefa desnecessaria, mas se tirarmos um bocadinho para organizar o nosso tempo agora e usar do rigor para cumprir o planeado, aniquilamos as correrias vãs dos próximos dias. Garanto!

Foto: unplash

Regressing / Andar para trás

​A semana passada foi a semana em que Rebentou a Bolha! Não me estou a referir apenas à aplicação do César Mourão que atingiu o primeiro lugar em Portugal dos descarregamentos da Apple no seu segundo dia de existência! 

Estou a referir -me ao resultado das eleições dos Estados Unidos. Foi eleito presidente Donald Trump. Muito se especulou, muito se revelou, muito mais se teme! 

Por Portugal, assisitiu-se à rendição do homem mais procurado de Portugal. As opiniões dividem-se quanto a este último. Poucos acreditam na sua inocência, muitos outros nem por isso!

O mundo já de si paupérrimo, dados os seus males serem hoje em dia muito maiores que os seus bens, e desenganem-se os que me estão a ver como negativa, ficou ainda mais pobre ao perder um artista que queria dançar “to the end of love.” 

Aquilo que veio a ser é o que virá a ser; e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo debaixo do sol.”

 Escreveu o Rei Salomão.

A semana passada serviu uma vez mais para acentuar o quão pequenos esquecemos que somos! Os heróis da ficção dispõem de poderes sem limites. Nós, seres reais, somos surreais na crença que depositamos no nosso ultra limitativo poder. Repetimo-nos ao longo dos séculos. E será que repetir é avançar?  Uns riem, outros cantam, outros roubam, matam, mentem… Cada um puxa a corda para o lado que lhe faz sentido. Só é pena esses esforços não se concentrarem no mesmo fim. 

Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.” 

Palavras do sábio Rei Salomão 

Não digo que todos deveriam só rir ou só roubar ou só cantar ou só matar ou só mentir. Digo que todos deveriam unir-se numa mesma mentalidade e avançar para o bem de todos. Neste momento, para além de não avançarmos, não é tanto o permanecer no mesmo sítio que me aflige, mas sim o andar francamente para trás! 

Foto: unplash

Get a life / Tenham vida

​A vasta maioria das pessoas não trabalha em dias feriados ou fins-de-semana, a não ser os serviços permanentes como hospitais, bombas de gasolina, restaurantes, museus, centro comerciais… 

No meu ramo os dias feriados existem consoante o projecto. Na realidade, a nossa vida laboral resume-se a dias de trabalho e dias de folga. Não são as datas que prevalecem, mas sim o trabalho que tem de ser feito. Se tivermos trabalho num domingo, pois o domingo será um dia de trabalho. Se as tarefas se prolongarem por vários dias e semanas, só existirão dias de trabalho. E isto leva a uma grande flexibilidade da parte do trabalhador, flexibilidade de horário de trabalho em detrimento de todos os outros interesses pessoais, quando os há! 

E aqui surge uma questão: quem nasceu primeiro? O trabalho que tem de ser feito em muito curtos prazos de tempo ou o trabalhador desenfreado que aceita este desequilíbrio?

Temos uma tendência natural a acomodar-nos pelas mais variadíssimas razões: pura preguiça de pensar, por medo de sermos rejeitados, pela insegurança de não voltar a arranjar emprego rapidamente ou por baixa auto-estima. Qualquer um destes sentimentos ( e seguramente outros mais) conduzem-nos a aceitar dias de trabalho de horas sem fim. Ainda hoje vi um anúncio que descrevia a empresa e o seu excelente ambiente, as respetivas funções dos cargos em que precisam de reforçar a equipa e imediatamente antes da conclusão de incentivo à candidatura mencionavam que teríamos de estar dispostos a trabalhar das 8am às 8pm dias de semana, fim-de-semana e feriados. 

Ora isto leva -me a crer que as empresas e os seus astutos recrutadores procuram em nós outros requisitos que não os literários ou profissionais. Enquanto formos desequilibrados, as empresas não pagarão os nossos conhecimentos, continuarão a pagar o nosso comodismo estúpido! 

Está na hora de muitos arranjarem uma vida! 

Foto: Unplash

5 Good reasons to work in a national Holiday / 5 Boas razões para trabalhar ao feriado 

​A maioria das pessoas fica alegre quando há um feriado que se avizinha. Aquele dia parece a salvação de todos os males!  Estas pessoas ficam com um sorriso de orelha a orelha porque têm o feriado nas agendas! Mas esta era uma reação apenas de quem tinha a possibilidade de viver o feriado fora do local de trabalho. 

Entretanto, há uma pequena porção da população que trabalha nestes dias. Eu faço parte dessa porção. E, apesar de constar na minoria que, a priori, não fica assim tão contente, encontrei cinco razões para jubilar de alegria junto com todos aqueles que, por exemplo, amanhã, vão ficar a dormir! Daí usar o verbo ser na sua versão imperfeita “era”. Ora pensem  comigo: 

#1 All together / Todos juntos

Os feriados são autênticos domingos. E aos domingos as famílias aproveitam para passar tempo juntas em restaurantes, centros comerciais, cinemas, parques, caminhadas, enfim, em todo o lado em que possam relaxar. Nos feriados é exatamente o mesmo. Onde quer que nos possamos deslocar, deslocam-se também centenas de famílias! Melhor será noutra altura com menos gente. E isso leva-nos imediamente para o ponto seguinte! 

#2 No Traffic / Sem trânsito 

Se formos dos poucos a ir trabalhar então somos isso mesmo: poucos. O trânsito não existirá ou melhor existirá de forma saudável. Parece um sonho, não é? Mas não é! É um feriado! 

#3 Shorter days / Dias curtos

Os dias parecem andar mais devagar, mas têm tendência para  acabar mais depressa. Este paradoxo deve-se ao facto de quem está a trabalhar ter pena de si próprio e aliviar os horários de saída. Isto se as responsabilidades do dia o permitirem! 

#4 Constant pace of life / Ritmo de vida constante 

O feriado a meio da semana quebra definitivamente o ritmo. É mais violento por vezes do que não ter um dia de pausa a meio da semana. A menos que sejamos pessoas organizadas e a maioria não o é. Assim, em vez de acumularmos tudo num só dia, como por exemplo descanso, lazer e pequenas tarefas que nos preenchem a agenda, por não termos feriado não contamos com esse dia e a semana decorre de forma regular, o que é muito positivo! 

#5 Holiday? / Férias?

Havemos de desfrutar deste dia numa altura mais propícia e, quem sabe, talvez possamos juntar a outros dias de folga e formar umas mini-férias! Esta é uma excelente razão! 

E que tal? Ainda vão querer feriar?!?! 

Imagem: unplash

Weather / Meteorologia

Numa manhã desta semana em que saí bem cedo da minha tão querida casa, lugar onde sou muito feliz, deparei-me com um céu de cores quentes. A vontade de ficar no meu casulo era, como sempre, mais do que muita e este cenário não me ajudava a seguir o rumo do dever de ir trabalhar. Se não vejam:

No meu percurso matinal, ainda na marginal, deslumbrei um nascer do sol tão tímido quanto grandioso! Não pude tirar foto para o comprovar, mas acreditem! Parecia que esta estrela central iria brilhar em todo o seu esplendor o resto do dia. 

Cheguei ao escritório e comecei a trabalhar. Entreguei -me ao ritmo deste mundo laboral e esqueci por momentos o meu mundo. Num cenário de luz artificial onde o tempo se mede às tarefas, nas quais os minutos e as horas são eternamente insuficientes, decido fazer uma pausa. Convencida de que iria pintar as cores frias e tristes deste escritório com as do dia que vi nascer, apressei-me até à varanda com a mais ampla vista. Como quem retoma a leitura de um livro na página onde tinha ficado anteriormente, procurei os tons quentes daquela manhã imortalizados não só na foto, mas em mim. Mas qual não é o meu espanto quando me deparei com este céu:

Como se as cores cinzentas, mas em nada neutras, daquele espaço tivessem tingido toda a cidade! Como se de repente o que eu sentia no alto das paredes daquele prédio cosmopolita, na localização e nas mentes de quem lá trabalha diariamente, tivesse transbordado para além de mim! Fiquei incrédula! 

Voltei a casa ao entardecer e voltei a viver as cores quentes daquela manhã.Percebi que ali, na minha casa, o sol tinha brilhado o dia inteiro. A crer que, em vez de ser eu a adaptar -me à meteorologia, a meteorologia tivesse sido influenciada pelos meus sentidos. 

Uma vez mais concluí que não há sítio melhor do que a nossa casa! 

Chaos / Caos 

​Desconfio que conduzir na faixa da esquerda advém de um síndrome de inferioridade particular… Da mesma maneira que muitos compram roupas de marca para ostentarem a carteira que não têm e exibirem a vida que gostavam de ter, outros conduzem na faixa da esquerda enquanto sonham com o carro que não podem comprar ou a velocidade que não atingem. 
Não conseguindo encontrar outra explicação, em vez de especular, tive a oportunidade de questionar diretamente um ou dois dos muitos protagonistas desta tendência que não se limita a uma única estação do ano, mas sim a todas.

– Porque conduzes tu na faixa da esquerda a velocidades de faixa direita?

–  Dá-me mais jeito!

Este foi o argumento comum. E ainda que tenham tentado fundamentar com outros argumentos que apelam ao coração só deles, a meu ver, o individualismo não cabe na quebra de uma regra que orienta todos! 

 É verdade que os protagonistas não se resumem apenas a um ou dois, são muitos mais. Também é verdade que generalizar é só fácil, mas não real. Mas uma coisa é certa:  apesar de existirem codigos, regras, orientações, cada um faz efectivamente como lhe dá jeito, não só na estrada, mas em tudo. Não admira que ninguém se entenda.

Roadtrip 3 Day 2 / Passeio de carro 3 Dia 2

​Durante a semana não há margem para a preguiça, mas ao fim de semana a história é outra!

Esta manhã acordámos tarde. O dia recebeu-nos com uma temperatura agradavelmente fresca comparativamente ao dia de ontem. A manhã já estava a meio e a preguiça continuava esplendorosa na sua inteireza!  Apesar de iniciarmos o regresso a casa pouco antes da hora de almoco, a pressa de chegar era nula. A prova foi optarmos pelo caminho mais longo. 

Não sei por vocês, mas há um paradoxo em mim no que toca ao descanso da mente. Em vez de ficar sossegada a fim de descansar a cabeça, prefiro, por exemplo, andar de carro e apreciar a paisagem, cruzar pequenas localidades, caminhos, casas. Alimento assim a mente de tantas outras realidades que consigo desligar verdadeiramente da minha. 

Roadtrip 3 Day 1 / Passeio de carro 3 Dia 1

Mais do que um passeio de carro, desta vez mais parecia uma fuga! Acordámos, tomamos um duche e metemos duas, três peças de roupa numa pequena mala de viagem. Telemóveis no silêncio e os sentidos virados para o descanso, abraçamos o dia de sábado com o entusiasmo de dois adolescentes. E a derradeira pergunta: Para onde vamos? Desta vez apeteceu-nos ir para sul. 

O que faz parte do dia-a-dia de uns serve de passeio para outros. Atravessámos a ponte sobre o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril. Já a sul, mas não suficiente, oferecemo-nos a prazeirosa travessia de ferry pelo rio Sado. Com o sol na pele e cabelos ao vento, o descanso estava perto! 

O meu trabalho ligou-me, o dele também. Atendemos, mas estavamos longe e comprometidos para poder fazer mais do que isso: atender o telefone. 
“Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”, o tanas! Deixe para amanhã tudo o que querem que faça hoje, principalmente se for o seu dia de folga! A menos que seja realmente urgente, como por exemplo salvar uma vida. E ainda assim, nenhum de nós é formado em medicina…

Getting home / Chegar a casa

Eu gosto muito de chocolate! Mesmo muito! Seja em tablete, em mousse, em bolos ou bolachas, eu gosto muito de chocolate. E o chocolate tem muitos benefícios. Ainda assim, não como nem todos os dias nem a toda a hora. O mesmo acontece com a escrita. 

Eu gosto muito de escrever! Mesmo muito! Seja em papel, no tablet ou no computador, eu gosto muito de escrever. E a escrita é benéfica para o cérebro, a imaginação, etc. Ainda assim, não escrevo a toda a hora. Não só porque nao tenho essa possibilidade, mas porque não aguentaria estar horas a fio a escrever. O mesmo acontece com o trabalho.
Eu gosto do que faço! Mesmo muito! Seja a  planificação, a ida para o terreno ou o fecho do projeto, eu gosto do que faço. E trabalhar é uma actividade benéfica em todos os aspectos: pessoais, sociais e económicos. Ainda assim, canso-me quando passo 10, 12, 15 horas por dia a trabalhar. O enjoo substitui o gosto e tarefas leves e fáceis tornam-se chumbos acorrentados aos tornozelos! 
Sabe bem chegar a casa a tempo de assistir ao pôr-do-sol, de jantar em família e de conversar, ler,  escrever… ou comer chocolate!